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domingo, 2 de junho de 2013

INVESTIGAÇÃO REVELA QUE CRIMINOSOS DE FORA AGEM NO CEARÁ NOS ASSALTOAS A BANCOS


Quadrilhas de Santa Catarina e de São Paulo se unem a bandidos locais para violar caixas eletrônicos nos bancos

Pelo menos, seis quadrilhas de ladrões de bancos foram capturadas nas últimas três semanas pela Polícia cearense, graças a um trabalho articulado entre a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), a Coordenadoria Integrada de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a PM na Capital, região metropolitana e no Interior do Estado.



A Polícia tem comprovado que, na maioria dos casos, as quadrilhas ligadas aos casos de arrombamentos de caixas eletrônicos e cofres bancários são formadas por bandidos cearenses e de outros Estados, principalmente do eixo Sul-Sudeste. Os ladrões, conhecidos pela Polícia como ´caixeiros´, são especialistas neste tipo de delito. Utilizam técnicas de abertura dos equipamentos que misturam rapidez e precisão ao atingir as gavetas onde está o dinheiro.

Investigação

À frente das investigações está o delegado Romério Moreira de Almeida, titular da DRF. Ele explica que a união de esforços entre sua equipe e o auxílio dos setores de Inteligência e do policiamento ostensivo tem resultado na desarticulação de vários grupos, como o que foi apanhado por policiais do Ronda do Quarteirão no fim de semana passado em plena ação, dentro de uma agência do Banco do Brasil na zona Oeste da Capital.

Outra quadrilha foi capturada por agentes da Coin em uma pousada na Praia de Almofala, no Município de Itarema, no litoral Oeste do Estado. Entre os componentes do bando estavam dois bandidos fugitivos de uma penitenciária de Mossoró, no Interior do Rio Grande do Norte.

Outra quadrilha era formada por jovens de classe média que violou o caixa do Banco do Brasil instalado no interior de um supermercado, na Avenida Santos Dumont, na Aldeota. Entre os acusados, um jovem que estudou em colégios renomados de Fortaleza e que se especializou, segundo a Polícia, em violar caixas eletrônicos. "Ele aprendeu essa técnica na internet", disse Romério Almeida.

A Polícia também descobriu, no decorrer das investigações, que este grupo tinha a cumplicidade de um segurança, que simulou ter sido rendido pelo bando dentro do supermercado. Mas, na verdade, o vigilante fazia parte da quadrilha. Ele recebeu parte do dinheiro que foi subtraído do equipamento bancário, mas foi descoberto e acabou preso e indiciado em inquérito.

Quadrilha

Conforme a Polícia, os quatro envolvidos no arrombamento do caixa eletrônico da agência do BB da Avenida Francisco Sá, no bairro Carlito Pamplona, permanecem presos na DRF.

Júlio César Nunes Machado, mais conhecido por ´Cesinha´, e Rodrigo Fernandes, 29, foram presos no dia do crime, por policiais militares do Ronda do Quarteirão e autuados em flagrante no 7º Distrito Policial (Pirambu). A ação criminosa rendeu R$ 13 mil, no entanto o dinheiro furtado foi recuperado. Após a prisão da dupla, os policiais da DRF e os agentes da Coin continuaram as investigações e prenderam os catarinenses Anaílton de Oliveira Coelho, 29, conhecido pelo apelido de "Tito"; e Drian Willian Hackbarth, 26.

Romério Almeida, descobriu que Rodrigo Fernandes, ao ser preso no 7ºDP, forneceu o nome falso de Ideraldo Luiz Wolf. Com essa identidade, ele foi autuado em flagrante, no ano passado, no 34ºDP (Centro), por crime de furto qualificado.

O delegado informou ainda que "Tito" é processado por crime de latrocínio (roubo seguido de morte), em Joinville, Interior de Santa Catarina.

"Ele está com prisão preventiva decretada pela Justiça catarinense e ainda responde, com os parceiros, a vários processos em São Paulo e também no Ceará. Os quatro indiciados agem em vários Estados. Rodrigo Fernandes, por exemplo, foi identificado, através das imagens gravadas pelas câmeras de segurança, no arrombamentos aos caixas eletrônicos das agências do BB na Avenida Pontes Vieira, do Santander na Avenida Desembargador Moreira; e do Bradesco na esquina das avenidas santos Dumont com Desembargador Moreira. O titular da DRF disse que está tem trocado informações sobre o bando com as polícias de São Paulo e de Santa Catarina.

Um maçarico e outros apetrechos utilizados para abrir os caixas eletrônicos na Avenida Francisco Sá estão apreendidos.

FERNANDO RIBEIRO/ FERNANDO BARBOSA/EDITOR DE POLÍCIA/REPÓRTER 


FONTE: DN/FOTO: ALEX COSTA

EX-DETENTA DA CADEIA DE CAMOCIM OFERECIA PRÊMIOS A QUEM MATASSE POLICIAIS

Ticiana de Souza Costa, 35 anos, acusada de tráfico de drogas, e presa pela policia militar na Rua Santa Rita de Cássia, Bairro Alto Santa Maria, em Parnaíba, ela estava sendo investigada inclusive por oferecer prêmios a traficantes que matassem policiais militares. 
Segundo o tenente coronel Raimundo Sousa, que chefiava a operação, após seis meses de investigação da equipe de inteligência do 2° Batalhão de Polícia Militar do Piauí, foi constatado que Ticiane havia instalado uma boca de fumo na casa em que estava hospedada e onde foi capturada pela polícia militar.


Fonte: Apoliana Oliveira/180 graus via Chamada Geral Parnaíba

Desorganização e atraso marcam primeira fase do concurso para o Ministério Público do Ceará

Suzane Saldanha | 14h23 | 02.06.2013

Prova, que deveria ter começado às 8h, teve seu início às 8h45, segundo candidatos


A primeira fase do concurso para o Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) foi marcada por desorganização, atraso e longas filas na manhã deste domingo (2). Os problemas foram relatados por candidatos que se queixaram da falta de preparo por parte da organização, no momento de recolher e entregar pertences vedados pelo edital, o que ocasionou o atraso no início do certame.
Candidatos reclamam da espera para entregar e receber objetos pessoais vedados pelo edital FOTO: Kleber Gonçalves
A prova, que deveria ter começado às 8h, teve seu início às 8h45, segundo candidatos. A estudante de direito Camila Carvalho, de 22 anos, relata que mesmo sem ter levado objetos pessoais vedados, esperou cerca de 30min para entrar na sala de prova.
Segundo a estudante, os fiscais do local não informaram que apenas os candidatos que possuíam pertences, como celular e relógios, deveriam esperar. "Muito desorganizado. Eles não avisaram que quem não estava portando objetos vedados poderia entrar, só soubemos disso depois de muita espera na fila", explica. E completa: "Mesmo assim, tinhamos que esperar todo mundo entrar na sala e isso atrasou a prova".
Camila conta ter se sentido prejudicada devido ao barulho feito por candidatos irritados, que após saírem das salas de provas, gritavam e reclamavam da longa espera para receber os pertences. "Quando as pessoas começaram a sair, a gente escutava muito barulho, as pessoas gritavam e isso atrapalhava. A gente não estava mais em um ambiente silencioso", argumenta.
Já para Luziane Freire, também estudante de direito, a desorganização aconteceu principalmente na saída. Segundo a estudante, os objetos pessoais foram colocados em caixas de papelão separadas por sala. "Tinham uns 10 fiscais gritando com caixas de papelão, quem quisesse roubar nossos pertences conseguiria fácil".
O certame é realizado pela Fundação Carlos Chagas que informou ter "seguido à risca" o que estava previsto no edital, e acrescentou que nenhum candidato foi prejudicado nesta manhã.
Concurso oferece vagas para técnico ministerial e analista
O concurso oferece 62 vagas, sendo 58 para técnico ministerial (nível médio) e 4 para analista (superior em Direito ou Ciências da Computação). A primeira etapa ocorre em turnos distintos, de manhã aconteceu para vagas de técnico e nesta tarde para analista.
A remuneração é de R$2.400,96 para técnico e de R$3.947,33 para analista, A seleção terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.


Praias

Lanche vendido por ambulantes gera preocupação

02.06.2013

Não há comprovação de que esses alimentos sejam preparados de forma segura, porque não existe fiscalização
Para quem frequenta a Praia do Futuro, as opções de lanches e petiscos fornecidas pelos vendedores ambulantes são bem variadas. São queijo, milho, camarão, sorvete e picolé de várias marcas, salada de fruta supostamente feita na hora e até lagosta podem ser encontrados na beira da praia. Entretanto, mesmo às vésperas de eventos como a Copa das Confederações, que fará com que Fortaleza receba milhares de turistas neste mês, não há comprovação de que esses alimentos sejam preparados de forma segura, porque não existe fiscalização.

Milho, camarão, sorvete e picolé de várias marcas, salada de fruta supostamente feita na hora e até lagosta podem ser encontrados FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES

De acordo com a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, os problemas gerados pela falta de ordenamento do comércio ambulante na Praia do Futuro não são poucos. "Enquanto temos uma fiscalização intensa das barracas pela vigilância sanitária, os ambulantes passam o dia com produtos altamente perecíveis como ostras, camarão, lagosta e queijo coalho sem nenhum tipo de cuidado. Além disso, crianças de 10 anos comercializam esses produtos, o que configura trabalho infantil e menores consomem bebidas alcoólicas dos ambulantes, sem que haja qualquer proibição", destaca.

Na opinião de Fátima Queiroz, esse comércio não deve se extinguir, mas, sim, ser ordenado. "Sabemos que esse é um problema que não vem de hoje, mas é necessário que seja feito algo, porque o cliente se sente incomodado. Notamos que a cada cinco minutos, pelo menos dois ambulantes abordam os clientes".

Segundo o proprietário de uma das barracas da Praia do Futuro, Milton Ramos, a Prefeitura deveria fiscalizar e legislar a venda de alimentos por ambulantes. "Para nós, empresários de restaurantes, é frustrante ficarmos sob os olhos da vigilância sanitária e os ambulantes estarem na total informalidade. A Copa das Confederações e a Copa do Mundo serão uma verdadeira catástrofe em termos alimentares se a Prefeitura, através da vigilância sanitária, não tiver um posicionamento firme quanto aos ambulantes", ressalta.

Sem necessidade de cadastro, qualquer um pode vender na praia, o que gera insatisfação nos próprios comerciantes, segundo o ambulante Carlos Teixeira. "Se tivesse um cadastro, ficaria mais organizado".

Como não existem regras, assim como Carlos Teixeira, a maioria dos ambulantes vistos pela equipe de reportagem durante uma manhã na praia, não usavam luvas ou touca. As saladas de frutas eram expostas sem qualquer proteção, em cima de pratos descartáveis e os crustáceos eram, no máximo, cobertos por panos, depois de horas no chão de coletivos, acondicionados em cestos.

Incômodo
O comerciante César Pedro, além de não comprar dos ambulantes, se incomoda com a forma de abordagem. "Aqui, tem hora que não dá nem pra conversar, de tanto que eles insistem", diz.

Em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a assessoria de comunicação esclareceu que a Vigilância Sanitária passa a atuar apenas com os vendedores que estão regularizados por órgão indicado para isso.

A assessoria de imprensa da Secretaria Executiva Regional (SER) II informou que a Prefeitura realiza, no momento, o trabalho de reordenamento da Praia do Futuro. Diariamente, fiscais da Regional II percorrem toda a extensão da orla realizando trabalho educativo com os comerciantes. Conforme a assessoria de imprensa, durante a ação, é apresentado aos ambulantes como se adequarem aos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária. Segundo a SER II, a Prefeitura irá iniciar o cadastramento de todos os ambulantes que trabalham na Praia do Futuro.

KELLY GARCIA/RENATO BEZERRA
REPÓRTER/ESPECIAL PARA CIDADE

Duas semanas depois daquele sábado delirante, só se comprovou que o Brasil está sob o domínio de um bando de incapazes capazes de tudo

Incumbida de identificar os responsáveis pelo sábado espantoso, a Polícia Federal já desperdiçou duas semanas com investigações tão necessárias quanto o Ministério da Pesca. Alguns agentes gastaram tempo e verbas na perseguição à maquiavélica  empresa de telemarketing que nunca existiu. Outros seguem interrogando beneficiários do Bolsa-Família: querem saber por que sacaram antes da hora, mais precisamente no dia 18, o dinheiro depositado pela Caixa antes da hora – e colocado à disposição da freguesia pelo menos desde o dia 17. É como perguntar a uma vítima da seca por que bebeu mais cedo a água do carro-pipa que chegou mais cedo.
Escalado para impedir o esclarecimento do episódio, José Eduardo Cardozo tem interpretado com muita aplicação o papel de Inspetor Clouseau que fala dilmês. “Não é um delito fácil de ser investigado por força da atuação difusa em todo o território nacional”, pontificou na primeira cena. Na segunda, ficou alguns segundos em silêncio de sábio chinês antes de deslumbrar os jornalistas com a mistura de concisão e sagacidade: “Nenhuma hipótese pode ser descartada”.
Na terceira cena, Cardozo esvaziou o estoque de advérbios para emitir um parecer de sherloque doidão: “Evidentemente houve uma ação de muita sintonia em vários pontos do território nacional, o que pode ensejar a avaliação de que alguém quis fazer isso deliberadamente, planejadamente, articuladamente”. Numa única frase, quatro palavras terminadas em “mente”. Quatro rimas pobres para gente que mente.
Se o governo efetivamente pretendesse desvendar a gestação da corrida aos guichês de pagamento da mesada, é na Caixa que a Polícia Federal estaria em ação. Se os homens da lei quiserem de fato enquadrar vilões, é lá que estão homiziados. A operação que terminou com um tiro no pé foi concebida e executada pelos diretores da instituição, todos nomeados ou mantidos no cargo por Dilma Rousseff.
Os companheiros da Caixa teriam evitado a onda de saques e sobressaltos se tivessem guardado uma gota do oceano de publicidade enganosa para comunicar aos interessados que a distribuição dos donativos fora antecipada. Por motivos ainda ignorados, optaram pelo adjutório secreto. Na sexta-feira, alguns clientes do Bolsa-Família descobriram que o dinheiro chegara antes da data aprazada. Transmitiram a boa notícia a parentes, amigos e vizinhos, que passaram adiante a informação. A coisa ganhou volume e o estouro da boiada aconteceu no dia seguinte.
Como o governo lulopetista jamais perde uma chance de acrescentar outro capítulo ao espetáculo do cinismo encenado há mais de dez anos, o Brasil que pensa foi afrontado durante cinco dias pelo recomeço da Ópera dos Malandros. A procissão de mentiras foi aberta pelo presidente da Caixa, Jorge Hereda. Caprichando na pose de pronto-socorro dos aflitos, ele jurou que tivera de montar um esquema de emergência para distribuir pelos postos de pagamento, ainda no sábado, os R$ 2 bilhões de maio.
“É algo absurdamente desumano”, encolerizou-se a presidente. “O autor desse boato é criminoso”. Lula enxergou por trás de tudo a mão de “gente do mal”. O ex-jornalista Rui Falcão ficou à beira do chilique com o “terrorismo eleitoral”. A tuiteira Maria do Rosário acusou a “central de boatos da oposição” de espalhar rumores dando conta do fim iminente do maior programa oficial de compra de votos do mundo.
A verdade só escapou de mais assassinatos porque a Folha de S. Paulo provou que a liberação dos recursos do Bolsa-Família fora autorizada antes do sábado. Desmascarada a farsa, Jorge Hereda apelidou a delinquência de “erro” e transferiu a culpa para um subordinado que teria decidido mudar a data do pagamento sem consultar o chefe. Mesmo na mixórdia em que a Caixa se transformou desde que se subordinou a interesses político-partidários, ninguém ousaria montar uma operação bilionária sem o aval do presidente – que não se atreveria a endossá-la sem o amém da presidente.
Apesar disso, ou por isso mesmo, Dilma fez questão de comunicar à nação que nenhum dos envolvidos na história muito mal contada ficará desempregado. “A diretoria é formada por técnicos íntegros e comprometidos com as diretrizes da CEF, com seus clientes e com os beneficiários de programas tão importantes para o Brasil como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”, avisou a nota oficial divulgada pelo Planalto.
Baiano de Salvador, o arquiteto e urbanista Jorge Hereda tem tanta intimidade com assuntos bancários quanto Lula com o plural. Coerentemente, a equipe de “técnicos íntegros”que comanda produz proezas como a que inspirou a nota do jornalista Carlos Brickmann: No tumulto do Bolsa-Família, a Caixa descobriu que 692 mil famílias têm dois cadastros e recebem dois auxílios (talvez seja por isso que, como disseram à TV, haja quem compre jeans de R$ 300 para a filha e pingue mensalmente algum na poupança). Custo do pagamento ilegal? R$ 100 milhões por mês.
“Nos governos do PT há os incapazes e os capazes de tudo”, afirmou o deputado Duarte Nogueira, presidente do PSDB paulista. “Maria do Rosário talvez seja os dois tipos: uma incapaz capaz de tudo”. O dirigente tucano teria formulado um diagnóstico irretocável se examinasse mais atentamente a fauna no poder. Alguma degeneração genética provocou a fusão das duas categorias. Hoje só há marias-do-rosário. Todos são ineptos sem pudores nem limites.
A Polícia Federal pode dispensar-se de continuar investigando o que houve no sábado delirante. Foi só mais uma realização dos incapazes capazes de tudo.

Fonte: Veja;Augusto Nunes.