QUADRILHA PRESA PELA PM TERIA ATACADO VÁRIAS CIDADES DO INTERIOR DO CEARÁ
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O ex-fuzileiro naval Bruno Rafael Vasconcelos, 23, é apontado como o chefe da quadrilha fotos: divulgação
Francisco Edileudo da Silva Farias, 29, seria, segundo a Polícia, um dos homens da ´linha de frente´ do bando
Francisco Naílson de Sousa, 24, confessou participação em ataques contra vários bancos no Interior
Francisco Cláudio da Silva Oliveira, 40, é apontado como responsável pelo manuseio dos artefatos explosivos |
A desarticulação de uma quadrilha que vinha praticando assaltos a bancos
no Interior do Estado, na semana passada, mostrou para as autoridades o
poderio de fogo dos criminosos e a forma articulada como os bandidos
atuam em suas ações delituosas.
O grupo, segundo as autoridades, já confessou participação em, pelo
menos, cinco ataques nas seguintes cidades, Baturité, Redenção, Morada
Nova, Pentecoste e Banabuiú.
O bando era formado por, pelo menos, 20 pessoas e destas, oito foram
capturadas durante um cerco da Polícia Militar na localidade de
Santa-Fé, na zona rural do Município de Redenção (63Km de Fortaleza).
Com os oito acusados, a PM apreendeu parte do armamento do bando.
MilitarE
entra as armas localizadas, um fuzil de uso militar, de calibre 7.62;
além de cinco escopetas (calibre 12), quatro revólveres de calibre 38,
além de uma pistola Ponto 40, de uso privativo das forças de segurança
Pública.
Também chamou a atenção das autoridades policiais a
forma fracionada como o grupo agia. "Cada um dos integrantes do bando
tinha uma missão na hora dos ataques. Uma parte fazia a contenção da
Polícia, isto é, utilizava meios violentos para impedir a ação da PM,
seja atacando os destacamentos ou alvejando as viaturas, outra parte se
encarregava de explodir os caixas com a colocação e detonação dos
artefatos", explicou o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel
PM João Batista dos Santos, que comandou as diligências em Redenção.
Luís Evilázio da Silva Farias, 18, também participava diretamente do ataque armado contra a Polícia Militar
José Alberto Vasconcelos, 31, portava armas de grosso calibre, como fuzil e escopetas e foi capturado no cerco
Naquiel Wendell Idalino Braga, 19, foi capturado junto com a mulher na localidade de Boa Fé, em Redenção
Francisca Nayane Ribeiro Idalino, 24, participava da quadrilha e já havia sido filmada em plena ação do grupoO
delegado Romério Moreira de Almeida, titular da Delegacia de Roubos e
Furtos (DRF) e responsável pela investigação do caso, explica que o
aprofundamento da investigação vai identificar outros componentes da
quadrilha que ainda não foram capturados. Segundo ele, ainda há a
possibilidade de que o grupo tenha agindo não apenas no Interior
cearense, mas estendido as ações criminosas para os Estados vizinhos.
Essa hipótese foi também levantada pelo comandante-geral da PM, coronel
Werisleik Ponte Matias.
Já o secretário da Segurança Pública do
Estado e Defesa Social do Ceará, coronel Francisco José Bezerra
Rodrigues, adverte que as investigações da Polícia Judiciária e a
intensificação das ações da PM no Interior não terão trégua. "Desde 2011
a Polícia vem desarticulando quadrilhas que atuam nessas ações de
ataques a bancos. Vários grupos foram desarticulados. No ano passado
foram realizadas 122 prisões. Neste ano, já são 69 pessoas presas",
adverte Bezerra.
ExplosõesA investigação
que vem sendo feita pela Polícia já revelou a facilidade que as
quadrilhas vêm encontrando para obter explosivos destinados à destruição
de equipamentos eletrônicos nos bancos. Segundo as autoridades, a
precária fiscalização que é feita pelo Exército nas pedreiras e outros
tipos de canteiros de obras que utilizando artefatos faz com que sejam
comuns os desvios dos artefatos, que acabam sendo vendidos para os
grupos criminosos que atacam bancos.
No ano passado, a Polícia
apreendeu várias toneladas de artefatos plásticos que estavam estocados e
sendo vendidos de forma irregular em residências e depósitos no
Município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. "Sem um
rígido controle de uso e estocagem dos explosivos, esse material chega
fácil às mãos dos criminosos", disse um oficial da PM.
DN
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