Recém-nascido morre no HGF após avó recusar transfusão de sangue
Leonardo Bezerra | 18h31 | 23.12.2013
Procedimento médico vai de encontro à religião da avó

Um bebê recém-nascido morreu no setor de
Neonatal do Hospital Geral de Fortaleza
(HGF) após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue
que poderia salvar a criança. Segundo Antônia Lima, promotora de Justiça
de Defesa da Infância e Juventude do Ministério Público Estadual (MPE),
a avó da criança, que é
Testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão porque o procedimento médico vai de encontro à sua religião.
Assistentes sociais do HGF entraram em contato com o MPE pedindo
intervenção no caso, entretanto, não houve tempo hábil para autorizar a
transfusão de sangue. FOTO: José Leomar/Arquivo
A mãe, por ser uma
adolescente de 15 anos, não poderia
responder pela criança e tentava desde sexta-feira (20) convencer a avó a
necessidade da transfusão de sangue, segundo informou a promotora
Antônia Lima. Ainda de acordo com o MPE, a informação do óbito foi
repassada à promotora às 11h desta segunda-feira (23). As causas que
levaram o bebê ao HGF e data de entrada no hospítal ainda não foram
divulgadas.
Nenhuma informação sobre o caso foi dada à
Redação Web do
Diário do Nordeste pelo HGF. Segundo o hospital, "devido a delicadeza do
caso, qualquer informação sobre o estado de saúde dos pacientes,
atendidos no HGF, apenas só podem ser repassadas com autorização prévia
da família", ressaltando que "neste caso, especificamente, os parentes
não autorizaram qualquer divulgação".
A promotora afirma que vai recomendar à Justiça que a avó da criança responda
criminalmente
pelo caso. "Nós entendemos que a avó, ao não permitir que a criança
tomasse sangue assumiu o risco pela morte da criança, então já é um
[homicídio] doloso", argumenta Antônia Lima.
Com informações da repórter Luana Lima