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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Bandidos fazem refém e trocam tiros com a polícia após assalto

Um dos assaltantes é suspeito de envolvimento na morte de um PM


Dois homens foram presos e um adolescente, apreendido durante uma tentativa de assalto nesta quarta-feira (30), na Maraponga, em Fortaleza. Na ação, uma pessoa foi feita refém e houve troca de tiros com a polícia.
De acordo com o Comando de Policiamento da Capital (CPC), três homens armados tentaram assaltar um mercantil, quando foram surpreendidos por um policial à paisana que estava próximo ao local. Houve troca de tiros e o adolescente foi baleado, mas conseguiu fugir com os comparsas em uma Hilux, levando uma pessoa como refém.
Perseguição com troca de tiros
Na fuga, a polícia foi acionada e perseguiu os assaltantes até a Maraponga, onde houve uma nova troca de tiros. Após o tiroteio, os suspeitos foram detidos e encaminhados ao 8º Distrito Policial (DP), no Conjunto José Walter. O adolescente baleado foi levado ao Instituto Dr. José Frota (IJF).
A vítima feita refém foi liberada sem ferimentos.
Presos já têm passagens pela polícia
Dentre os presos, está Francisco Alisson Lima de Sousa, 18 anos, que havia sido preso há uma semana por porte ilegal de arma, mas conseguiu sair após pagamento de fiança. Além disso, Francisco Alisson é suspeito de envolvimento na morte do cabo da PM, Rui Ferreira da Silva, 42, assassinado, a tiros de revólver, dentro de uma  lanchonete, no bairro Canindezinho, em fevereiro de 2012.
O outro preso foi identificado como Wilton Evangelista de Sousa. Ele tem 25 anos, é motorista particular e já responde por furto.

Fonte: DN


Boate sem saída de emergência suspende funcionamento em Fortaleza


O anúncio aconteceu apenas dois dias após a proprietária do Acervo revelar ao Jangadeiro Online que o estabelecimento não conta com saídas de emergência
A administração do Acervo Imaginário Bar Cultural informou em nota divulgada na manhã desta quarta-feira (30) que o estabelecimento vai ficar fechado temporariamente até a total regularização das normas de segurança do espaço. O anúncio aconteceu apenas dois dias após a proprietária do Acervo Imaginário Bar Cultural, Vânia Vieira, revelar ao Jangadeiro Online que o estabelecimento não conta com saídas de emergência.
Na nota, o Acervo explica que a tragédia em Santa Maria fez o estabelecimento solicitar uma visita do Corpo de Bombeiros do Ceará para vistoriar e atestar a adequação das modificações implantadas no espaço. “O laudo que comprova a segurança do Acervo Imaginário deverá ser entregue até a sexta-feira (1). Reabriremos após o carnaval com as tradicionais festas que marcam nosso calendário mensal”, acrescenta.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Ceará, Leandro Silva, ressaltou que as atividades de mais casas de show serão suspensas até a regularização das normas de segurança, mas explicou que a lista será divulgada somente depois de o cronograma de vistorias for finalizado.
Entenda o caso
A tragédia que deixou mais de 230 pessoas mortas em um incêndio registrado numa casa noturna no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, levantou dúvidas de muitos fortalezenses sobre como as casas noturnas da capital cearense trabalham o quesito segurança em cada estabelecimento. O Corpo de Bombeiros afirma que a fiscalização só acontece uma vez por ano.
A reportagem procurou cinco espaços que recebem público para a realização de shows musicais em Fortaleza e constatou que, no Acervo, não existe um requisito básico exigido em qualquer local que agregue muitas pessoas.
Vânia esclareceu que o projeto de construção dessas saídas alternativas ainda está sendo elaborado. “Mudamos recentemente e ainda temos o projeto dos bombeiros para fazer. Só depois de feito é que vamos executar”, esclarece. Ela ainda informou que a casa conta com oito extintores, que são sempre trocados após o vencimento, além de não conter materiais inflamáveis.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Ceará, na época, havia explicado que nenhum estabelecimento deveria funcionar sem projeto e afirmou que o Acervo estava funcionando de forma irregular. “Essa conversa não existe. Se a casa de show se mudou recentemente, o funcionamento dela seria autorizado somente com o projeto já executado e autorizado pela Prefeitura de Fortaleza”, completa.
Confira a nota na íntegra 
O Acervo Imaginário Bar Cultural vem informar a todos que não funcionará no final de semana próximo. O trágico acontecimento de Santa Maria nos fez buscar melhorar nossa estrutura, de forma a prestar aos nossos frequentadores o melhor serviço e prover a segurança abalizada em todas as regras de segurança nacional.
De iniciativa espontânea da casa, buscou-se completa adequação às normas técnicas vigentes, que envolve questões tais como: saídas de emergência, vazão de pessoas e sinalização.
Ontem solicitamos e recebemos uma visita do Corpo de Bombeiros do Ceará para vistoriar e atestar adequação das modificações implantadas. O laudo que comprova a segurança do Acervo Imaginário deverá ser entregue até a sexta-feira, primeiro de fevereiro.
Ao longo dos anos o Acervo Imaginário transformou clientes em amigos, e esperamos desta forma manifestar nosso respeito e consideração para com todos.
Reabriremos após o carnaval com as tradicionais festas que marcam nosso calendário mensal.
Jangadeiro online

RONDA DE TIANGUÁ APREENDE MENOR E PRENDE ADULTO APÓS ASSALTO A MÃO ARMADA.


Acusados
Policiais do Ronda de Tianguá (Sds Batista e Nazário) prenderam um maior e apreenderam um menor após assaltarem uma estudante na manhã de segunda-feira (28) próximo do hospital municipal. 

Os policiais iniciaram as diligências pela Rua Mastro Quincas Bizerril no Centro de Tianguá e obtiveram êxito na apreensão do menor infrator de iniciais P. H. S. N., 16 anos, como também na prisão de Marcos Roberto de Souza, 25 anos. 



Os dois já são bastante conhecidos da polícia local por fazerem vários pequenos assaltos na cidade, sendo que dessa vez a dupla armada a faca renderam a vítima de nome Laísa Vasconcelos de Souza e nunciaram o assalto, subtraindo duas bolsas contendo documentos, celulares e dinheiro.
Graças a rapidez e eficácia dos policiais, os delinquentes foram surpreendidos e presos em flagrante delito e recuperado todo material roubado, sendo autuados no art. 157 do CPB.




Pertences da vítima
Camocim Polícia 24h

MORTES NO PRÉ-CARNAVAL: "NÃO HAVERÁ CORPORATIVISMO NA INVESTIGAÇÃO", DIZ WERISLEIK.


Comandante geral da Polícia Militar (PM), o tenente-coronel Werisleik Matias destacou ontem que não haverá “corporativismo” no inquérito policial militar que definirá se houve culpa dos policiais no tiroteio que deixou cinco pessoas feridas, na madrugada do último domingo, no bairro Ellery.

A investigação tem o prazo de 40 dias para ser concluída e será comandada pelo tenente-coronel Arlindo Ferreira Medina, coordenador do setor jurídico da PM. A Polícia Civil também deve apurar o caso.
De acordo com o Werisleik, no total, quatro policiais do Ronda do Quarteirão participaram da ocorrência e foram afastados das ruas. Os policiais, que não tiveram os nomes divulgados, assumiram cargos administrativos até a conclusão do inquérito. Nove pistolas que pertenceriam aos militares foram encaminhadas à Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
Conforme o comandante, em depoimento, os policiais afirmaram que foram atingidos com pedras e garrafas durante uma abordagem, referente ao uso de paredões de som. Em reação, os militares teriam efetuado tiros de advertência para o alto. Ainda segundo o comandante, os policiais afirmaram que, na ocasião, houve uma troca de tiros na praça, entre pessoas que não foram identificadas pela Polícia. Os disparos de terceiros teriam atingido as vítimas, de acordo com os militares.
Versão das famílias
A versão não condiz com que afirmam os familiares das vítimas. Eles afirmam que somente a Polícia fez o uso de armas de fogo naquela madrugada. “Por este motivo, nos colocamos à inteira disposição dos familiares. Eles podem acompanhar todo o procedimento. Podem vir ao quartel, ter acesso a documentos. Quero deixar bem claro que não haverá qualquer tipo de corporativismo nas investigações. Mas o direito de defesa tem que ser ofertado aos policiais”, afirmou o comandante. (Thiago Paiva)
Fonte: O POVO

CONCURSO DA PM: JUIZ ADMITE QUE PODE TER HAVIDO ERRO NA CONCESSÃO DE LIMINARES.

FOTO: IGOR DE MELO

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza Francisco Chagas Barreto Alves recebeu “com pesar” a notícia de que poderá ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE). O órgão suspeita que magistrados estejam concedendo, indevidamente, liminares a requerentes não aprovados no concurso público para Policial Militar, realizado em 2008. 

Na apuração feita pelo O POVO, foram encontrados casos de candidatos que não se inscreveram no concurso ou estavam envolvidos em crimes como roubo e homicídio, mas entraram nas corporações por força de liminares.
O juiz admite que pode ter havido erro na concessão das liminares e que não cabe a ele a investigação caso a caso de todos os candidatos, em sua maioria reunidos em processos com dezenas de interessados. Segundo ele, as decisões que assinou foram feitas por sua própria consciência.
O POVO - Como o senhor recebeu a notícia de que a PGE (Procuradoria Geral do Estado) vai entrar com representação contra o senhor no CNJ (Conselho Nacional de Justiça)?

Francisco Chagas: Em primeiro lugar, acho que pela boa convivência que tenho com os procuradores do Estado, causa-me espécie um procurador de Estado chegar a dizer que eu integraria um esquema de concessão de liminares. Eu repudio essa afirmação. As liminares que eu possa ter dado ou deixado de dar, respondo por elas e elas falam po si. Eu as dei pela minha consciência. 


O POVO - A PGE alega que o senhor não indefere à toa os processos relacionados aos PMs, mas com vistas à maior rapidez no encaminhamento deles, quando estes chegam à 2ª instância.

Francisco Chagas: Então, todos os outros juízes estão colaborando para isso também? Na realidade, a celeridade é o que o Estado quer. Eu dar celeridade é ruim? Estou estou errado? Não vejo por aí. Quando abro a minha caixa (de e-mails) - nossos processos, hoje, são digitalizados - tem lá 30, 40 processos e eu tenho que dar vazão. Se a gente vê que esses processos não têm como ir adiante, extinguimos logo.


O POVO - Como se dá o fato de o senhor admitir o litisconsórcio com demandas diferentes, em alguns processos? A PGE sustenta que, juridicamente, isso é improvável.

Francisco Chagas: Em termos doutrinários, é perfeitamente possível após a distribuição do processo, até a própria lei do mandado de segurança prevê isso, a pessoa que tem o mesmo caso, o mesmo pedido, ele pode ingressar na ação tardiamente, desde que o juiz ainda não tenha mandado ouvir a parte adversa. Ocorre que o Tribunal de Justiça do Ceará tem se inclinado a decidir que o litisconsórcio tardio não deve ser aceito porque fere o princípio do Juiz Natural. De muito tempo para cá, talvez de 2010 para cá, eu não tenho mais aceito o litisconsórcio.


O POVO - Segundo a PGE, durante a distribuição dos processos na primeira instância, o advogado entra com vários requerentes, individualmente, e quando um dos processos cai na 2ª Vara, o advogado desiste das outras varas, e agrupa todos somente na 2ª vara, com a sua permissão. Isso é um procedimento legal?

Francisco Chagas: Não. Com relação ao litisconsórcio tardio, eu entendia que era possível, mas claro que eu estava recebendo isso de boa fé. De maneira nenhuma eu iria dizer (a advogados): desiste das outras (varas) e agrupa aqui. Não é assim que funciona. 


O POVO - E a variedade de motivos juntados no litisconsórcio, como o caso de candidatos que não fizeram o concurso?

Francisco Chagas: Como é uma liminar, fica difícil a gente apreciar caso por caso. Um (candidato) caiu (no concurso) por um problema no exame físico, outro caiu por causa do psicológico. Muitas vezes, esses advogados juntam tudo numa coisa só quando o litisconsórcio tem que ter, realmente, identidade de pedido e da causa do pedido. A liminar é algo que o juiz concede dentro da fumaça do bom direito. Os fatos alegados têm que ter indícios, mas a comprovação vai (acontecer) na instrução. 


O POVO - Quais os indícios que lhe servem para análise, nos casos dos PMs?

Francisco Chagas: Eles (requerentes) podem trazer documentos, declaração da Uece (Funece - Fundação Universidade Estadual do Ceará, realizadora do concurso), instrução processual (testemunhas). 


O POVO - Como o senhor se cerca de certezas?

Francisco Chagas: O que se concede é uma liminar. Toda a prova poderá ocorrer depois. Numa concessão de liminar, o juiz se baseia nos indícios. Ele não se baseia na prova concreta. A prova concreta ele vai buscar no decorrer da instrução. Aí é que nós chamamos de fumaça do bom direito. Não é necessário mostrar o bom direito, mas a fumaça do bom direito. 


O POVO - Se chega um candidato que ficou bem aquém da classificação da convocação, de que forma o senhor analisa o direito dele?

Francisco Chagas: Todo caso é um caso. Já indeferi sentenças em que o rapaz fez apenas 28 pontos. Não achei que ele tinha esse direito. Mas há também casos em que a gente defere. Na minha juventude, li a Divina Comédia, de Dante. O primeiro livro é o Inferno. Quando Dante desceu ao inferno e chegou aos portãos do inferno, ele se deparou com os covardes numa tremenda agonia. Quer dizer, a covardia é um verdadeiro inferno. Não vou deixar de conceder uma liminar que eu entenda que há a fundamentação da fumaça do bom direito e da demora, eu não vou me acovardar porque este ou aquele procurador não gosta de mim. Minha decisão tem que ser democrática e livre. A mais livre possível. E tenho o Tribunal de Justiça pra rever as minhas decisões. Processualmente, o juiz erra. E o Tribunal, processualmente, modifica. É por isso que há a segunda instância e ainda há os tribunais superiores. 


O POVO - Temos aqui um processo de um candidato que possui um inquérito policial aberto. Por lei, ele não poderia ser policial militar. O senhor concedeu liminar a ele.

Francisco Chagas: Aqui é uma antecipação de tutela, não é sentença. Entendi que havia motivos para eu conceder. Como ainda está para eu decidir, gostaria de não tecer nenhuma consideração sobre ele. 


O POVO - E a concessão da liminar para ele?

Francisco Chagas: Não é prática do Judiciário pedir folha corrida. 


O POVO - Mas quando o senhor concede a antecipação de tutela, ele já assume a corporação?

Francisco Chagas: Sim, mas está sub júdice. Essa liminar que foi concedida por mim pode ser revogada por mim mesmo através de um pedido de reconsideração. Ela pode ser revogada por um dos desembargadores das câmaras cíveis do Tribunal de Justiça. Pode ser revogada ainda pelo próprio presidente do Tribunal de Justiça. É importante que se diga: nós não pedimos folha corrida. Não há na legislação nenhuma exigência quanto à exigência da folha corrida. Outra coisa também é alguém ter sido condenado e passado em julgado; outro fato é alguém estar respondendo a um processo. 


O POVO - O senhor conhece o advogado José Joaquim Mateus Pereira?

Francisco Chagas: Sim, ele é persona non grata dentro das varas de Fazenda Pública. Não trabalho em processos que tenha o nome dele embaixo.


O POVO - Pela análise de vários processos que O POVO fez, ele é advogado, senão de todos, mas da grande maioria dos policiais.

Francisco Chagas: Ele tem uma associação de advogados que trabalham para ele. Outra coisa: é preciso que se saiba que o direito do cidadão é bom, com advogado, sem advogado e, apesar do advogado. Eu posso ter deferido como também indeferido.


O POVO - O senhor conhece o desembargador Valdsen?

Francisco Chagas: Tenho conhecimento do desembargador Valdsen, mas ele não vem a minha casa, eu não vou à casa dele. Não temos nenhuma relação de amizade, a não ser um conhecimento formal como tenho com todos os outros.


O POVO - Como o senhor está vendo o fato de a PGE entrar com uma representação contra o senhor no CNJ?
Francisco Chagas: Nós estamos dentro de um estado democrático. E dentro de um estado democrático de direito, eu tenho um prazo para defesa e comprovar que não há da minha parte nenhum desvio de conduta. Posso ser o magistrado que mais concede essas liminares. Não tenho essa estatística, mas o fato de conceder mais não quer dizer que participo de um esquema de concessão de liminares. Recebo essa notícia com profundo pesar. Sou um homem aberto, transparente. Me coloco à disposição da Procuradoria para reapreciar, com pedido de reconsideração que esteja ainda ao meu alcance, de qualquer situação que tenha problema e que eu possa entender que de fato eu me equivoquei. É possível.
ENTENDA A NOTÍCIA
Algumas liminares concedidas aos candidatos foram cassadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O órgão considerou as decisões ilegais, e proferidas com abuso de poder. Pelo menos 346 pessoas foram favorecidas.