Protestos após condenação por massacre no Egito deixam mortos
21 pessoas foram condenadas à morte por confronto em estádio em 2012.
Pelo menos 14 pessoas morreram em protestos em Port Said.
De acordo com a agência Reuters, centenas de pessoas se reuniram no exterior da penitenciária de Port Said, e realizaram protestos durante o julgamento e após a sentença. Testemunhas relataram o lançamento de bombas de gás e também terem ouvido disparos de tiros.
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Moradores de Port Said protestavam contra a condenação de pessoas na
cidade pelo caso. Um grupo tentou invadir a penitenciária para libertar
os réus e atirou coqueteis molotov contra os policiais. Carros foram
queimados nas ruas da cidade.Duas delegacias de polícia foram atacadas - em Al-Sharq e Al-Arab. Ambulâncias transferiram os feridos aos hospitais locais da cidade. Todas as lojas fecharam suas portas, Foram feitos apelos nas mesquitas aos fiéis para que fossem doar sangue aos hospitais.
A rede de televisão pública do país informou que mais de 50 pessoas ficaram feridas depois que familiares e amigos dos condenados tentaram invadir a prisão na qual se encontram presos.
Segundo a Reuters, a passagem de navios e as operações no Canal de Suez não foram afetadas pelos protestos e funcionavam normalmente neste sábado. Testemunhas, entretanto, afirmaram que as operações no porto de Port Said foram afetadas após a condenação.
A Justiça ordenou que os acusados restantes permaneçam presos até a sentença definitiva. O juiz responsável afirmou que irá anunciar o veredito dos outros 52 acusados no dia 9 de março. Entre as pessoas em julgamento estão nove membros dos serviços de segurança egípcios.
Em 1º de fevereiro de 2012, 74 pessoas morreram e 254 ficaram feridas nos enfrentamentos no estádio de Port Said, que envolveu os torcedores do clube local, Al Masry, e do Al Ahly, do Cairo, o mais popular do país.
A sentença foi anunciada após um dia de extrema tensão no Egito, que nesta sexta-feira (25) lembrou o segundo aniversário da revolução contra Hosni Mubarak com protestos nos quais morreram pelo menos sete pessoas e centenas ficaram feridas.
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