Coreia do Sul adverte líderes norte-coreanos
02.04.2013
Seul A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, advertiu a Coreia do Norte de que qualquer movimento de provocação do ditador Kim Jong-un receberá uma resposta "enérgica e imediata" e "sem nenhuma consideração política" do Exército de Seul. Segundo o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, o país está pronto para ataques preventivos contra instalações nucleares ou militares do Norte.
Ontem, os Estados Unidos voltaram a afirmar que levam a sério as ameaças feitas por Pyongyang, ainda que não tenham rastreado ações que respaldem a retórica hostil adotada por Kim Jong-un.
Segundo a CNN, os EUA deslocaram um navio de guerra e um radar para a costa norte-coreana para monitorar possíveis ações militares.
A Coreia do Norte vem aumentando o tom de sua retórica belicista desde o início dos exercícios militares anuais conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul, em 11 de março, e desde que a ONU aplicou novas sanções como resposta ao lançamento de um foguete e um teste nuclear.
Estado de guerra
Na sexta-feira, o regime de Kim afirmou que estava em "estado de guerra" com o Sul. A declaração aumentou a tensão regional, embora as duas Coreias estejam tecnicamente em guerra desde 1953 - não foi assinado um tratado de paz para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-1953), apenas um armistício.
O armistício, porém, foi declarado inválido pela Coreia do Norte em artigo publicado em 11 de março no jornal "Rodong Sinmun", controlado pelo governo. Na ocasião, Seul rejeitou o anúncio de Pyongyang, dizendo que o armistício não poderia ser anulado unilateralmente.
Novo premiê
A Coreia do Norte nomeou ontem Pak Pong-ju, que tem por volta de 70 anos e é especialista em economia, para o cargo de primeiro-ministro. Pak já esteve no cargo entre 2003 e 2007, quando tentou implementar tímidas reformas para aumentar a autonomia das empresas estatais e reduzir o controle do governo sobre o racionamento de alimentos e outros bens de primeira necessidade.
A nomeação de Pak, segundo analistas, indica a crescente influência de Jang Song-thaek, que é tio de Kim Jong-un.
Atualmente, Jang faz parte da Comissão de Defesa Nacional, liderada por Kim. Alguns analistas acreditam que, devido à inexperiência militar do jovem ditador, Jang é quem realmente exerce o poder nesse órgão.
Foguete
A tensão na Península Coreana é grande desde dezembro, quando o Norte executou com sucesso um lançamento de foguete, considerado pelos EUA e a Coreia do Sul como um disparo de teste de míssil balístico.
Depois, Pyongyang executou em fevereiro o terceiro teste nuclear, o que provocou a adoção, no início de março, de novas sanções pelo Conselho de Segurança da ONU. A escalada não cessou desde então.
Fonte:DN
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